Região registrou saldo de 34,4 mil novas vagas com carteira assinada em junho, segundo dados do Caged sistematizados pelo Data Nordeste
O Nordeste encerrou o segundo trimestre com saldo acumulado de 79.682 empregos formais, equivalente a 25,9% de todas as vagas com carteira assinada geradas no País no período. O resultado representa crescimento de 53,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior e foi influenciado, entre outros fatores, pela redução no volume de desligamentos registrada ao longo do semestre, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) sistematizados pelo Data Nordeste.
Em relação ao mês de junho, os dados do levantamento mostraram que o mercado de trabalho no Nordeste apresentou saldo líquido de 34.433 novas vagas com carteira assinada. O indicador reflete a diferença entre as 317.000 contratações realizadas no período e os 282.567 desligamentos registrados neste período. A média de remuneração de quem ingressou no mercado de trabalho formal foi de R$ 2.067,05, enquanto o rendimento médio das pessoas desligadas ficou em R$ 2.132,31.
O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos na região, com 17.549 postos formais. Em números absolutos, a Bahia registrou o maior saldo no setor, com 6.104 vagas, seguida por Pernambuco (+3.400) e Ceará (+3.264). Em Sergipe, o saldo de Serviços superou o saldo total de empregos do estado, correspondendo a 106,2% do resultado geral. Já o Rio Grande do Norte registrou redução de 587 postos no segmento.
O Comércio apresentou o segundo melhor saldo, com 5.095 vagas na região. Pernambuco (+1.190) e Bahia (+1.153) concentraram os maiores saldos do setor, enquanto Sergipe registrou saldo positivo de 47 postos.
Na Indústria, o saldo regional foi de 4.330 postos, com destaque para Pernambuco (+1.284) e Piauí (+1.043), responsáveis por mais da metade do resultado do setor. Alagoas (+762) e Maranhão (+563) também registraram indicadores positivos, enquanto Ceará (-360), Sergipe (-88) e Rio Grande do Norte (-2) encerraram o mês com redução de postos industriais.
A Construção Civil garantiu saldo regional positivo de 4.256 postos, liderado pelo Maranhão (+1.439) e Ceará (+1.374). Em seguida, aparecem Pernambuco (554), Piauí (465), Paraíba (427), Alagoas (353) e Sergipe (91). O Rio Grande do Norte (-425) e a Bahia (-22) registraram as únicas retrações líquidas do setor.
A Agropecuária obteve superávit de 3.203 vagas no saldo regional. O desempenho foi impulsionado pelo estado do Rio Grande do Norte que registrou um saldo de 1.051, seguido por Bahia (1.024), Alagoas (591), Piauí (392), Ceará (328), Maranhão (156) e Paraíba (14). Em contraponto, os estados de Pernambuco (-266) e Sergipe (-87) apresentaram saldo negativo neste segmento.
Em relação aos estados nordestinos, a Bahia liderou com 8.985 vagas, representando 26,1% do saldo da região, seguida por Pernambuco e Ceará com 6.162 e 5.291 novos postos de trabalho. Na sequência, aparecem Maranhão (4.948), Piauí (3.023), Alagoas (2.773), Paraíba (2.365), Sergipe (599) e Rio Grande do Norte (287) correspondendo a 14,4%, 8,8%, 8,1%, 6,9%, 1,7% e 0,8%.
No recorte territorial, os municípios do Semiárido concentraram 44,9% de todo o saldo regional, com 15.449 novas vagas formais. Já os municípios inseridos no bioma Caatinga responderam por saldo de 10.231 empregos, equivalente a 29,7% do total registrado no Nordeste.
Os indicadores de escolaridade revelam que o preenchimento de vagas foi concentrado de forma expressiva em profissionais com o nível médio completo, faixa que liderou o saldo com 25.031 postos. Em contrapartida, as vagas voltadas para profissionais com pós-graduação stricto sensu registraram retração líquida, resultando em saldos negativos para mestres (-172) e doutores (-38).
Na distribuição por faixa etária, trabalhadores de 18 a 24 anos responderam pelo maior saldo de empregos formais no mês, com 22.245 vagas. Este movimento absorveu a transição demográfica observada na parcela acima de 65 anos, que teve redução de 763 postos. O recorte por gênero mostra que os homens responderam por 58,8% do saldo regional, com 20.241 vagas, enquanto as mulheres somaram 14.192 postos (41,2%). A diferença de remunerações entre os públicos masculino e feminino foi de R$ 125,96, com homens recebendo salário inicial médio de R$ 2.113,09 enquanto mulheres perceberam R$ 1.987,13.
Mais informações podem ser consultadas através do Data Nordeste no endereço https://datanordeste.sudene.gov.br/.