Impulsionado por investimentos do Governo de Pernambuco, o Instituto de Criminalística superou, em 2025, a marca de 35 mil laudos periciais produzidos — um crescimento de 6,4% em comparação com 2024. Desde o lançamento do Juntos pela Segurança, em 2023, a alta acumulada já alcança 13,8%
Com reforço na estrutura e modernização tecnológica, o Instituto de Criminalística (IC) de Pernambuco produziu 35.155 laudos periciais em 2025. O crescimento mais significativo foi registrado no Laboratório de Informática Forense, que ampliou em 59% a emissão de laudos no período. Para o gestor Rogério Dantas, o desempenho reflete os investimentos realizados pelo Governo do Estado. “Em 2024, foram cerca de R$ 6,8 milhões em recursos, dos quais aproximadamente R$ 5 milhões destinados ao fortalecimento do laboratório”, explica.
Localizado no bairro de Campo Grande, área central do Recife, o Instituto de Criminalística Professor Armando Samico (ICPAS) é a maior unidade pericial da Polícia Científica de Pernambuco. O ICPAS atende 14 municípios da Região Metropolitana do Recife, incluindo a capital. A estrutura conta com um moderno parque tecnológico, com equipamentos que estão entre os mais avançados do Brasil. “Os laboratórios de perícia do ICPAS também prestam apoio aos demais Institutos de Criminalística do Estado, realizando exames periciais complementares em casos mais complexos”, explica Dantas.
O órgão é responsável pela realização de perícias nos mais diversos tipos de locais de crime, seja em ocorrências contra a vida, como homicídios, suicídios e acidentes, seja em crimes contra o patrimônio, como incêndios, roubos, furtos, danos e arrombamentos. Também atua em sinistros de trânsito e em perícias de engenharia legal, na área civil, a exemplo de desabamentos e outras ocorrências de natureza estrutural; além de análises nas áreas mecânica, elétrica, eletrônica e ambiental, incluindo exames em equipamentos e veículos.
O gestor ressalta que o trabalho pericial não se encerra no local do crime. “Ele se estende aos laboratórios especializados, onde realizamos exames nas áreas de Balística, Toxicologia, Química, Informática Forense, Grafoscopia, Documentoscopia e Identificação Veicular, além da análise de manchas de sangue e da coleta de vestígios biológicos destinados a exames de DNA, procedimentos essenciais para a identificação de suspeitos e o esclarecimento dos fatos”, detalha.
Entre os recursos tecnológicos e científicos utilizados pelo Instituto de Criminalística, o gestor destaca o emprego de drones para a captação de imagens aéreas em locais de perícia e o uso de luzes forenses para a identificação de vestígios biológicos ocultos em casos de violência sexual, homicídios, entre outros. “Contamos ainda com sistema de análise balística, que alimenta um banco de dados de elementos balísticos e realiza o cruzamento dessas informações, permitindo relacionar vestígios encontrados em locais de crime, projéteis retirados de corpos e armas apreendidas. Dispomos também de sistemas que possibilitam a quebra de senhas e a extração de dados armazenados em celulares, com o uso de computadores de alta performance para análise forense, além de equipamentos laboratoriais capazes de identificar a composição química de substâncias e suas respectivas quantidades”, acrescenta.