A iniciativa busca integrar metodologias ativas e ambientes inovadores de aprendizagem, aproximando a ciência e a tecnologia do dia a dia escolar.
O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) vivenciou, nesta sexta-feira (11), um momento marcante com o lançamento do Programa Mais Ciência na Escola – Nó Sertão do São Francisco Pernambucano.
A solenidade lotou o auditório do campus Petrolina e contou com a presença da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Participaram estudantes, professores e gestores de escolas que integram o programa, estudantes e servidores do IFSertãoPE, além de representantes de instituições parceiras, prefeitos, vereadores, secretários. A Orquestra IFSertãoPE abrilhantou a abertura do evento com sua apresentação.
O Mais Ciência na Escola (MCE) é uma iniciativa do Ministério da Educação, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que está em vigor desde junho de 2024, com o objetivo de promover o letramento digital e a educação científica no Ensino Básico, criando oportunidades para que estudantes da rede pública desenvolvam novas habilidades ligadas à tecnologia. A iniciativa busca integrar metodologias ativas e ambientes inovadores de aprendizagem, aproximando a ciência e a tecnologia do dia a dia escolar.
No Estado de Pernambuco, o Programa tem como meta implementar 75 Laboratórios Maker em escolas públicas contempladas pelo projeto, sob a execução do IFSertãoPE, no Sertão do Alto Pajeú, Sertão de Itaparica e Sertão Central. Das escolas beneficiadas, 15 estão sob a responsabilidade do Nó Sertão do São Francisco Pernambucano, localizadas nos municípios de Petrolina, Orocó, Cabrobó, Lagoa Grande, Afrânio e Santa Maria da Boa Vista. As ações desta região estão sendo realizadas através do campus Petrolina Zona Rural, sob coordenação dos servidores Fabiana Dantas e Danilo Crisóstomo.
Na solenidade, compuseram o dispositivo de honra a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o reitor do IFSertãoPE, Jean Carlos Alencar, o reitor da Univasf, Télio Nobre Leite, os prefeitos de Petrolina e Juazeiro, Simão Durando e Andrei Gonçalves, respectivamente, a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica do MCTI, Juana Nunes, o deputado estadual da Bahia, Crisóstomo Lima (Zó), o gerente do Departamento Regional Nordeste da FINEP/MCTI, Ossi Ferreira, do coordenador do MCE em Pernambuco através do IFSertãoPE, Pedro Lemos, a bolsista do MCE pelo IFSertãoPE, Hetiene Sousa, além de prefeitos, vice-prefeitos, secretários, vereadores e pró-reitores, gestores do Senac, Sebrae e Senar.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que, para o Mais Ciência no Sertão estão sendo investidos R$7.5 milhões, recursos para implantar laboratórios mão na massa, oferecer cursos de formação e conceder bolsas a professores e estudantes da rede pública. “Essa região, que já é da fruticultura, da pecuária extensiva, do artesanato, do turismo, vai ser também a região dos jovens cientistas do nosso país. Estamos aqui para juntar ciência, educação e cultura preparando nossos jovens para o futuro, nós queremos para a escola pública a qualidade que tem qualquer escola privada do nosso país. Nós queremos aproximar a ciência das pessoas, ela é decisiva para nosso dia a dia, está em todo lugar e pode ser desenvolvida. O mão na massa vem nessa perspectiva, de estimular a criatividade e aprender fazendo, aproximando nossos estudantes das novas tecnologias, da nova economia, da revolução industrial que estamos vivendo”, considerou.
O reitor do IFSertãoPE, Jean Carlos Alencar, destacou a importância do Mais Ciência na Escola como instrumento de transformação a partir do acesso à tecnologia e a ferramentas inovadoras de aprendizagem, do fazer ciência. “É um projeto de impacto muito grande na vida das pessoas, de grande capilaridade e poder de transformação. Através do projeto, do jeito que ele está distribuído no Sertão, vamos ter possibilidade de ter ideias, inovação em diversas áreas da cadeia produtiva. A ideia é que cada laboratório seja único em termo de construção, que se desenvolva a partir do contexto em que está inserido”, afirmou.
O coordenador do programa Mais Escola em Pernambuco, Pedro Lemos, agradeceu pela implementação do projeto e reforçou que a estrutura dos laboratórios montados é pertencente às escolas e às comunidades onde estão inseridos. “Peço a vocês, se apropriem dos laboratórios, personalizem, façam projetos que façam sentido para vocês. Temos escolas quilombolas, indígenas, rurais, em assentamentos e queremos que esse laboratório tenha a cara desses espaços e resolvam problemas desses espaços”, declarou.
Hetiene Sousa é estudante de Agronomia do campus Petrolina Zona Rural e bolsista do programa e representou os estudantes envolvidos na iniciativa. Para ela, o evento marca a demonstração de uma forma de democratização do acesso à tecnologia para alunos de escolas públicas. “Está sendo incrível participar do programa, já aprendi muita coisa nova relacionada à tecnologia e às pessoas e isso contribui muito para o nosso crescimento profissional. Com certeza é um grande diferencial em minha formação”, declarou.
De forma simbólica, durante a solenidade, foi realizada assinatura do Termo de Cooperação para implementação do programa Mais Ciência na Escola no Sertão Pernambucano. Também de maneira simbólica, representantes de cada uma das quinze escolas contempladas receberam placas alusivas à instalação dos laboratórios maker: Escola Aureliano Francisco Neto, Escola Municipal Tomé de Souza, Escola Municipal Clementino Coelho, de Afrânio; Escola Municipal Governador Eduardo Henrique Accioly Campos, de Lagoa Grande; Escola Municipal Jose Nunes Santana, Escola Municipal Luiz de Souza, Escola Municipal Mãe Vitória, Escola Municipal José Cícero de Amorim, Escola Municipal Paulo Freire, Escola Núcleo de Moradores – 7, Escola Núcleo de Moradores – 9, Escola Municipal João Rodrigues de Macedo, de Petrolina; Escola Municipal Catalunha, de Santa Maria da Boa Vista; Escola Municipal Estanislau Luis Bione, de Orocó; e Escola Municipal Joaquim André Cavalcanti, de Cabrobó.