A iniciativa soma-se ao programa “Ebserh em Ação”
"Depois que soube da oportunidade de fazer a cirurgia, ela teve uma melhora tão grande, que já está fazendo planos com a família e nem precisa mais tomar a medicação para tratar sintomas depressivos", relata emocionada Héstia Araújo, irmã da paciente Maria Alencar, uma das usuárias beneficiadas com o mutirão de cranioplastias realizado nos dias 12 e 13 de julho, no Hospital Universitário da Universidade Federal do Vale do São Francisco (HU-Univasf), vinculado à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
A iniciativa soma-se ao programa “Ebserh em Ação”, esforço nacional que tem o objetivo de ampliar os atendimentos por meio de cirurgias, exames e procedimentos, reduzindo o tempo de espera para os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Seis pacientes foram contemplados com cirurgias reconstrutivas voltadas à correção de defeitos ósseos no crânio, causados por lesões traumáticas ou cirurgias prévias que necessitaram a remoção de parte do osso do crânio.
Do planejamento à execução dessas cirurgias, uma série de profissionais e áreas hospitalares são envolvidos, seja pelo gerenciamento de leitos ou pela garantia de disponibilidade de insumos, processos que ocorrem simultaneamente à alta demanda hospitalar, uma vez que as urgências e emergências continuam sendo atendidas a todo tempo. Como as cranioplastias duram em média três horas até a conclusão, a logística de execução do mutirão representa uma vitória para o HU.
O fenômeno encontra-se ilustrado no reconhecimento do chefe da Divisão de Enfermagem, Saulo Xavier: "Parabenizo e agradeço por toda mobilização para realização do mutirão de cranioplastias. Percebe-se um impacto direto na vida dessas pessoas atendidas. Apesar do alto volume de internações desse fim de semana, conseguimos realizar 100% do programado. Nossos agradecimentos vão para as equipes assistencial e administrativa que contribuíram para realização desta grande ação", ressalta Xavier.
Reconstrução física e emocional
Além de promover a proteção do cérebro, a cranioplastia também possui um impacto positivo na autoestima e bem-estar dos pacientes, uma vez que corrige deformidades estéticas no contorno craniano. É o caso da paciente Rafaela da Silva, vítima de acidente motociclístico e atendida anteriormente na unidade, cuja cirurgia de cranioplastia realizada no mês de março foi um dos marcos associados à retomada do serviço de neurocirurgia no HU-Univasf. "Eu orei muito para que minha cirurgia fosse feita o mais rápido possível e, em 25 de março, chegou o meu grande dia. Fiquei muito feliz com o resultado", comemora a paciente.
Os efeitos satisfatórios das cirurgias realizadas no último final de semana são relevantes também para os familiares dos pacientes: "Ela [paciente Maria Alencar] ficava só trancada dentro de casa, com vergonha de sair e de que as pessoas olhassem pra ela e vissem que estava faltando um pedaço do crânio dela. Agora deu certo e minha irmã vai ter mais confiança em retomar a vida social", complementa Héstia Araújo.